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Sessão Especial

Solenidade celebra dez anos da Associação LGBT em Rio Grande

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A Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Rio Grande, fundada em dezembro de 2009, foi reconhecida pela Câmara Municipal pelos dez anos de luta em prol dos direitos dessa população. A sessão especial alusiva ao aniversário de criação da entidade, proposta pelo vereador Edson Lopes (PT), ocorreu na noite da última sexta-feira.

O parlamentar explicou que seu mandato serviu apenas como instrumento para realização da homenagem e para dar, mais uma vez, a oportunidade da vereadora suplente Maria Regina Moraes - a Regininha - ocupar a tribuna. Ele ressaltou que a presidente da ALGBT é uma companheira de luta e foi a primeira mulher trans a chegar ao parlamento municipal. Mesmo com a desconfiança dos pares, Regininha não se esqueceu da trajetória que construiu e se tornou uma referência. 

Ao falar sobre o trabalho da associação, fez menção à parada livre, que irá para a 10ª edição, e falou sobre a promoção de espaço para o esporte, com a criação do primeiro time LGBT da cidade. Por fim, reforçou a necessidade de garantia de respeito e de dignidade a essas pessoas, para que possam viver livres, sem medo de terem suas vidas ceifadas devido ao preconceito.

A presidente da ALGBT disse que a entidade completa dez anos de resistência, de resiliência e de lutas. Ela lembrou que a associação nasceu após a ocorrência de um crime homofóbico em Rio Grande e disse que essa é uma luta que gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais têm a obrigação de continuar. O objetivo primeiro é dar voz a esses sujeitos, proporcionando possibilidade de acesso à educação, ao lazer e ao emprego.

Regininha contou que assumiu a associação em 2014, junto à vice-presidente Fabíola Weickamp, com a intenção de dialogar e levar informações a toda a sociedade. Entre as várias ações desenvolvidas, a presidente falou sobre o projeto “Manas na Escola”, realizado em parceria com a FURG no colégio Viriato Côrrea que desde 2016 oportuniza o acesso à educação de transgêneros e travestis.

Além disso, ressaltou a parceria com a OAB diversidade, que proporcionou a criação da primeira cela LGBT no presídio de Rio Grande e o trabalho de retificação do nome civil de pessoas trans feito pelo Centro de Referência em Direitos Humanos da FURG.

A coordenadora do centro, Elisa Celmer, afirmou que trabalhar ao lado da população LGBT proporciona muitos aprendizados. Ressaltou o preconceito sentido por essas pessoas, alijadas de oportunidades, e disse que é uma honra ter participado da conquista de retificação dos nomes nos documentos oficiais.

A juíza titular do Juizado da Violência Doméstica, Denise Freire, relatou que se sente orgulhosa por poder trazer felicidade a essas pessoas. Ela explicou que os processos de retificação de nome civil estavam sem respostas desde 2015. Quando assumiu essa função em 2017, decidiu retirar todos os entraves para as sentenças e os processos foram julgados.  Emocionada, relatou que não conhecia as pessoas dos processos e que esse contato dá vida ao trabalho que desenvolveu.

Na ocasião, o parlamento entregou uma honraria ao centro de referência em direitos humanos da FURG e à juíza Denise Freire, pelo trabalho prestado em benefício da população trans. Por fim, a ALGBT, representada pela presidente, foi homenageada pela Câmara.

A cerimônia foi presidida pela vereadora Andréa Westphal (PATRI). Também estiveram presentes na solenidade a vice-presidente da ALGBT Fabíola Weickamp; a sócia-fundadora da ALGBT e Miss RS 2017, Natasha Cardoso; a presidente do conselho municipal de direitos das mulheres, Magnólia Machado; a representante da secretaria da saúde, Carliuza Luna; o representante da secretaria do Cassino, Dilair José; a coordenadora Geral do Sinterg, Suzane Barros; a sócia-fundadora da ALGBT e rainha da Parada Livre Rio Grande/ Cassino, Narraia Lemos e o vereador André de Sá- Batatinha (PSB).

Assessoria de Imprensa