Facebook YouTube
Home / Notícias

Notícias

EDUCAÇÃO

Vereadores participam de reunião sobre o possível retorno das aulas presenciais no município

Compartilhe
Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Twitter Compartilhe no LinkedIn

Na tarde da última segunda-feira(05), a Sessão Ordinária foi interrompida para a realização de uma reunião proposta pelos vereadores da Comissão de saúde, educação, assistência social, cultura e turismo, com o Secretário de Município da Educação, André Lemes e representantes do Centro dos professores do Estado do Rio Grande do Sul - CPERS, Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação - Sinterg, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, Secretaria Municipal de Saúde e Conselho Municipal da Saúde.

O assunto da reunião foi o retorno das aulas presenciais, proposto no decreto estadual nº 55.465/2020, que estabelece datas e diretrizes sanitárias para a volta das aulas presenciais no Rio Grande do Sul, paralisadas desde a segunda quinzena de março por causa da pandemia de coronavírus.

Na reunião, a Diretora geral do CPERS, professora Andréa da Rosa pediu o apoio dos vereadores para que o Governo do Estado respeite o decreto Municipal, onde diz que as aulas no município deverão permanecer suspensas pelo menos até dia 31 desse mês.

Ela questionou a pressa do retorno às aulas, sendo que o calendário escolar deve ir até o início do mês de dezembro, apenas, e alega, que enquanto não houver condições sanitárias, é preciso manter o ensino remoto. “As escolas não têm como atender , não tem condições de obedecer os critérios dos protocolos estabelecidos pelo Estado", e os Diretores das escolas estaduais da cidade não vão se responsabilizar pela abertura das escolas, diz.

A Coordenadora geral do Sinterg, Suzane Barros, manifestou a dificuldade em se falar de educação presencial sem contato físico. Na educação infantil, por exemplo, a questão pode afetar o psicológico e os laços que essas crianças desenvolveram com seus professores e colegas. Suzane classifica como a "escola do não": não pode abraçar o professor nem os colegas que estão distantes a cerca de seis meses, não pode emprestar o material para o colega ao lado, na hora do lanche não pode trocar com o coleguinha, a professora sequer pode pegar seu aluno pela mão e lhe dizer que vai lhe ajudar com a tarefa. Assim, definitivamente, não se faz educação", defende.

O Secretário Municipal de Educação, André Lemes falou sobre uma reunião, realizada entre os Prefeitos das cidades que compõe a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), onde decidiram que caberá aos municípios optar pelas aulas presenciais ou não. O próprio decreto estadual inclusive, diz que cada escola deve preparar seu protocolo sanitário e cabe a autoridade municipal analisar se há condições de retorno.

Sobre números, o Secretário traz a reunião que o retorno das atividade presenciais implicaria em torno de 200 instituições de ensino em funcionamento, considerando as da rede municipal, estadual, privadas, as de ensino infantil e ainda a Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Isso, movimentaria cerca de 170 mil pessoas entre alunos e seus pais, e desses, cerca de 70 mil dependem de transporte coletivo. André afirma que a princípio, o município do Rio Grande pretende continuar com a modalidade de ensino não presencial, apresentada no mês de agosto e o retorno das aulas presenciais, ocorram provavelmente, no início do ano de 2021.

Na reunião estiveram presentes a Enfermeira Carliuza Luna, representando o Secretário Municipal de Saúde Maicom Lemos e Eliana Pereira, representando o Conselho Municipal de Saúde. Ambas manifestaram-se contrárias ao retorno da Rede de ensino. Eliana falou sobre uma plenária realizada no dia 17 de setembro, onde aprovaram uma resolução que fala sobre o retorno das atividades quando disponíveis vacina , testes em massa e dados epidemiológicos confiáveis. Carliuza explicou que o quantitativo de alunos exige um plano de maior restrição, minucioso e consideravelmente difícil de por em prática. Os cuidados necessários em relação ao vírus, não condizem com o retorno das atividades escolares presenciais.

Ao final da Reunião, os vereadores retomaram à Sessão Ordinária, onde votaram o Requerimento 759/2020 assinado pelo Vereador Presidente da Comissão de saúde, educação, assistência social, cultura e turismo,  Charles Saraiva, bem como todos vereadores presentes, as representantes sindicais e demais convidadas da reunião. A proposição pede que o Estado suspenda as aulas presenciais dado as condições do Covid-19, com justificativa de que a volta as aulas colocará em risco a vida dos alunos, familliares e trabalhadores da educação. A proposição foi aprovada pelos parlamentares com 15 votos a favor.

 

Assessoria de Imprensa